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HOJE ACORDEI A PENSAR - POMOS O AMOR ONDE QUEREMOS

10.12.14

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A partir de hoje vou tentar, de forma quase diária, alimentar esta nova rubrica do meu blog com uma ideia simples que faça a todos aqueles que a lerem passar um dia melhor, mais leve, menos só, mais cheio, com mais luz.

Não vai ser uma tarefa fácil, mas nunca gostei de coisa fáceis, por isso espero que gostem, e se de vez em quando falhar, pensem que estou sem computador, ou com gripe, ou  ocupada com outras coisas ou com vontade de desligar.

Sendo assim aqui vamos: pomos o amor onde queremos. Nos filhos, nos amigos, nos pais, nos nossos animais, no trabalho, nos sonhos, no passado, no futuro. Pomos o amor onde queremos porque o amor começa e acaba em nós; o amor que sentimos pelos outros é nosso e por isso temos o poder de o dar a quem queremos, ou de o guardar num lugar qualquer se quem amamos não põe o seu amor amor em nós. É fácil: basta comprar uma caixa e atirar lá para dentro o nosso amor. Se for um amor raro, não precisa de tampa, porque não foge. O amor vive dentro de nós, nasce e morre cá dentro. São o nosso discernimento e livre arbítrio que decidem como e a quem o devemos dar. E todos temos para dar. Mas todos temos o direito e o dever de o dar apenas a quem queremos e a quem o merece.

E quando o damos sem medo, continua a ser nosso; estamos apenas a partilhar.

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Saudades e Caravelas

03.12.14

(Crónica da revista Flash)

 

A melhor coisa que pode acontecer a um escritor é apanhar uma boa frase no ar que traga uma boa ideia e nos dê pano para mangas. Às vezes uma boa frase dá oara escrever um livro de 300 páginas como Os Milagres Acontecem Devagar. Ou então para uma crónica, como contou o meu amigo e colega de prateleiras das livrarias Francisco Salgueiro quando um taxista lhe disse a  saudade é a presença da ausência. E o Francisco ficou a pensar se o profissional do volante também devia ser escritor.


Eu pensava que a saudade era a presença na ausência, mas esta semana dei por mim a matutar no sábio desabafo do taxista. O meu amor vive debaixo da minha pele todos os dias, adormecemos e acordamos juntos, falo com ele quando me apetece, sonho que estamos de férias junto ao mar e que temos uma vida cheia. O meu amor pode viajar e dar a volta ao mundo sem nunca deixar de viver ca dentro. Há uma parte dele que já ficou aqui , na minha cabeça, no meu coração e em todas as células do meu corpo.  O meu amor faz parte de mim. E escuto- lhe a voz mesmo sem o ouvir sussurra-me ao ouvido e apanho no ar o seu perfume mesmo que viaje para outro continente. As saudades são isto, viver o outro ca dentro, como se já se vivesse dissolvido no nosso sangue. Não é uma utopia. É uma percepção da realidade tão legítima quanto pode ser outra qualquer.


Quando as caravelas chegaram ao novo mundo os nativos, estarrecidos e perplexos na praia, não conseguiam percepcionar aqueles enormes volumes de madeira  e panos hasteados que flutuavam sobre as águas como deuses gigantes. A sua percepção não lhe permitia captar corpos tão estranhos. É a percepção que molda a realidade e não o contrário. O meu amor que vive ca dentro faz com que a minha percepção dele seja próxima, quente e reconfortante. Está tudo na minha cabeça mas como não posso sair dela, é essa a percepção que conta porque é a minha.  É claro que posso ausentar me de mim própria e subir ao camarote e olhar-me à distância. Nesse caso, talvez me veja só, seguida por duas sombras. Mas não há nada mais triste do estarmos longe de nós mesmos, tal como não há nada mais difícil do que fingir algo que não somos ou ignorar o que sentimos.

O meu amor vive comigo. mesmo quando não está por perto oiço lê a respiração profunda enquanto dorme, o bater tranquilo do seu coração quando me abraça e o sintos as suas mãos na minha cintura mesmo quando demora em visitar-me. O lugar que ocupa no meu coração é dele e por isso, absolutamente pessoalmente e totalmente intransmissível. Não tenho a certeza se escolhi ou se aconteceu contra a minha vontade, mas é está a minha verdade, ou percepção da realidade e não tenho outra. A saudade é um sentimento vivo e inquietante que aprendemos a domar com calma, paciência e sobretudo resiliência, tanto connosco como para com o outro.

Quando uma mulher escolhe um homem e ambos se apaixonam, pouco ou nada a fazer. O tempo resolve o
Impossível e as saudades alimentam esse tempo de espera, um compasso desordenado e desigual que nos faz pensar que às vezes somos donos do mundo ou que já o perdemos. Quando os europeus chegaram ao novo mundo, os nativos viram no homem branco um ser estranho e diferente. A confusão é o início de uma nova realidade, o caos precede a ordem, o medo antecede a mudança. Mas um dia tudo muda. Quando o muro de Berlim caíu o mundo já estava à espera.
As saudades são isto: não importa o tempo ou o espaço, porque vivem dentro de nós, como o amor que sentimos.

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Amigos para Sempre

28.11.14

 

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 Foi ontem, com muita emoção e um misto de alegria e de saudades, que fui ouvir o Manuel Luís Goucha e o José Alberto Carvalho falarem do Manel Forjaz.
É difícil explicar às pessoas que não conheceram o Manel que ele era mesmo como mostrava ser: directo, sem filtros, frontal, rápido, intuitivo, imaginativo, desafiador, curioso. A sua alegria e vontade de viver respirava-se por todos os lados ontem na livraria Bucholz, cheia até à rua. Há oito meses muitos de nós estiveram lá com ele, na apresentação do seu livro Nunca te Distraias da Vida. Ontem ficámos todos com mais um bocado do Manel, as suas conversas com o José Alberto.

O livro já está à venda e tem o mesmo nome do programa de televisão que juntou os dois amigos: 28 minutos e 7 segundos de vida.
Quando cheguei a casa senti uma paz imensa e abracei o Manel outra vez.
Aqueles que amamos vivem para sempre no nosso coração. e essa é uma das maiores dádivas da existência.

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À conversa no Porto Canal

26.11.14

Já lá vai o tempo em que o Porto Canal era um canal pequeno e regional. Adorei esta conversa com o Ricardo Couto!

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Amigos do Norte

26.11.14

Os lançamentos de livros servem, entre outras questões, para revermos velhos e novos amigos. Este lançamento não foi diferente. E que bom é ter caras conhecidas apoiarem o nosso trabalho. 

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Alvarinho Siza, arquitecto talentoso e amigo de há muitos anos. 

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Susana Camelo, uma amiga do coração.

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Cláudia Jacques, obrigada pela tua presença.

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Um agradecimento especial à Sandra e à equipa de comunicação da FNAC do NorteShopping pelo destaque dado a este livro.  

 

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De repente, tudo muda. *

24.11.14

Todos começamos como estranhos. Não conhecemos o outro até ao momento em que o vemos, e depois, de repente, não mais que de repente como diz Vinícius de Moraes, tudo muda. E no entanto, as escolhas que fazemos no amor parecem-nos inevitáveis.

Há sempre um fundo trágico na génese de um grande amor; houve qualquer coisa misteriosa que nos levou para os braços daquela pessoa. Podemos chamar-lhe sorte ou acaso, mas na verdade sabemos que foi a nossa vontade, ainda que nos tentemos defender com o velho argumento, é mais forte do que eu. E este é o grande problema do amor, ele é sempre mais forte do que nós. E enquanto avançamos, sabemos que estamos a avançar. Nunca damos o primeiro beijo por caso ou por distracção, porque antes de o darmos, já o imaginámos mil vezes. Este é outro poder do amor, o da antecipação. Misturado com o desejo e a imaginação, pode transformar a nossa vida para sempre. É como a erupção de um vulcão ou um tsunami, com danos extensos no tempo e no espaço e por vezes irreparáveis.

Mas então porque avançamos? Eu acredito que nos apaixonamos para afastar a ideia da morte. E que amamos para sobreviver. O desejo que vem com o amor pode ser mais ou menos forte, mais ou menos carnal, Até pode ser apenas fraternal, sem qualquer erotismo, mas é uma parte do amor. Esse é aquele tipo de amor que sentimos pelos nossos melhores amigos: somos capazes de fazer tudo por eles. Amor, paixão, desejo, afecto, vontade, imaginação, hoje vejo tudo como partes de um todo e já dizia a sabedoria grega que o todo é maior do que a soma das partes. Por isso, mais do analisar o porquê, é importante perceber se o outro nos ama da mesma forma e está disposto a fazer por nós o que estamos dispostos a fazer por ele. Um amor feliz é um amor vencedor, os dois jogam em equipa, um mata e o outro esfola, e quando chega a hora do sossego é quando começa o circo.

Um amor a sério aguenta tudo: bons e maus momentos, desentendimentos, afastamentos, braços de ferro, hoje ganhas tu mas amanhã ganho eu, e depois tudo passa, tudo volta ao seu lugar, a vida segue em frente e se for mesmo para seguirmos juntos, a vida irá encarregar-se disso. Nada como ouvir a sabedoria chinesa que nos ensina a esperar. O mestre só aparece quando o aluno está preparado. O amor só aparece quando há um tempo e um lugar e uma razão para aparecer. E se for a sério, dura, dura, dura, como um bom casaco de caxemira: nunca perde o toque, o aconchego, a suavidade, a forma, o charme e o sentido.

Ando há tantos anos a escrever sobre amor que às vezes acho que quanto menos pensar no assunto, mais feliz posso ser. Estar sempre a dissecar o amor acaba com ele. É como uma erva daninha: se não lhe mexemos, multiplica-se, mas se nos pomos a esgravatar e a arrancar as raízes, acabamos com ela. O amor dá trabalho, desgostos, dores de barriga. O amor também cansa, também enjoa, também nos esgota. Mas é o sal da alma, o sal e todas a especiarias que o mundo pode ter. Um coração sem sal é um músculo triste e mecânico. Prefiro e meu que, embora seja dado a arritmias, sabe saborear o sal que a vida lhe vai trazendo. E se começamos como estranhos, nunca acabamos como estranhos, mesmo se tudo acabar.

Quando amamos alguém, nunca deixamos de amar essa pessoa. E esse amor morre connosco. O amor é a cola da vida, sem ele nada é possível.

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*Originalmente publicado na revista Flash

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Há milagres que acontecem mesmo

20.11.14

Sempre que penso como é que nasce a ideia de um romance na minha cabeça, preciso de respirar fundo e viajar para dentro, porque as ideias podem estar guardadas no baú da memória há mais tempo do que eu mesma me lembro. É o caso de "Os Milagres Acontecem Devagar" que chegou há duas semanas ás livrarias de todo o país.

A história começou a germinar na minha cabeça como uma semente quando uma amiga terapeuta comentou num jantar de mulheres que tinha dois pacientes envolvidos num romance e não sabiam que eram ambos a consultavam. A vida está cheia de coincidências, ou então, como digo há muito anos, não há coincidências. Aquela ideia não mais me saiu da cabeça. Depois pedi a dois amigos homens e duas amigas mulheres que me emprestassem algumas das suas histórias pessoais, juntei as masculinas num só personagem e reciclei as femininas em duas mulheres. E assim nasceu o triângulo amoroso formado por Maria do Mar, Henrique e Catarina.

Quem se divertiu com a crónica de costumes que apimentou o "Sei Lá" e "Não Há Coincidências", quem se envolveu com os amores e desamores de "Pessoas Como Nós", vai revisitar a minha escrita mais crítica e mais mundana. E quem se deixou levar pela nostalgia das cartas de amor como "Diário da Tua Ausência" ou "O Dia em que Te Esqueci", vai regressar a esse tipo de emoção mais profunda e intimista. Os meus personagens são fortes na sua vida do dia-a-dia, mas quando se sentam na cadeira do terapeuta deixam cair as suas defesas e permitem-se ser eles mesmos.

Escrever é antes de mais um acto libertador. Quando um escritor começa um livro, inicia uma viagem com um fim mais ou menos definido, mas em momento algum se sente tão livre como quando começa a navegar na sua imaginação. São meses de peregrinação interior, enquanto os personagens ganham vida, passado, consistência, corpo, feições e temperatura. Almoçamos, jantamos e dormimos com eles. Fundem-se com a nossa realidade e não nos deixam um minuto. São como uma grande paixão: respiramos sempre melhor se estiver por perto. E a história vai crescendo, devagar, capitulo a capítulo, passo a passo, sonho a sonho, desilusão a desilusão. Às vezes zangamos-nos com os personagens. Outras vezes, zangamos-nos com a vida real e transmutamos a nossa fúria para parágrafos inteiros nas vozes deles. Ou então eles dizem o que mais gostaríamos de ouvir. Mais ou menos a um terço do fim, os livros, que são seres vivos, gostam de nos pregar partidas e trocam-nos as voltas. O meu engasgou-se e tive de o virar do avesso para lhe conseguir retirar a pedra que tinha entalada na garganta. O início de um Verão auspicioso restabeleceu a ordem e voltei a ganhar pulso aos meus personagens, os seus medos e desejos, os seus filhos e os seus amores, a sua vida.

"Os Milagres Acontecem Devagar" é um romance sobre segundas e terceiras oportunidades na vida. Nunca é tarde para acreditar que podemos construir a relação certa com alguém que amamos. Nunca é tarde para voltar a sonhar, para fazer planos. Mas para isso é preciso querer, é preciso saber confiar em nós e saber que podemos confiar no outro. Enquanto houver confiança, fé e esperança, pode haver tudo. Mas se perdemos uma destas pelo caminho o que nos resta fazer?

Às vezes mais vale matar as coisas antes que elas nos matem, porque a vida encarrega-se de repor a ordem e a justiça. E nunca é tarde. Os verdadeiros milagres acontecem, mas precisam de paciência, de amor e de tempo.

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Os Gatos Não Têm Vertigens

18.11.14

Fui ontem ver, com algum atraso, confesso, o último filme de António Pedro Vasconcelos que ainda se encontra em exibição. É um filme maravilhoso, subtil, cheio de momentos de grande sensibilidade, com uma história linda e um argumento exemplar, assinado por Tiago Santos.  Não deixem de ver, porque qualquer dia sai das salas e é tão bonito que vale mesmo a pena ver num grande ecrã.

Acima de tudo, é uma grande lição sobre o poder do afecto e da generosidade.

Vão ver e depois deixem-me o vosso comentário aqui no blog :)

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Gentileza, Gentillesse, Kindness

13.11.14

Hoje é o Dia Mundial da Gentileza.

Embora a minha segunda língua seja o Francês, é em Inglês que a palavra me soa com mais profundidade. To be kind no matter what, ser sempre gentil, simpático, ou, em momentos mais delicados, usar o poder da cortesia tem-me sido muito útil ao longo da vida. Há muitos anos, quando trabalhei na RTP, tive como colega uma das pessoas mais queridas e positivas que já conheci, a Margarida Pinto Correia, conhecida por toda a gente pela sua incansável actividade humanitária, muitos anos à frente da Fundação Gil e agora na Fundação EDP. Numa conversa sobre quezílias internas, comentei com ela que me fazia impressão a quantidade de pessoas que sofriam de falta de sentido de humor. E a Margarida, com aquele sorriso encantador, rápida e certeira respondeu-me: é mais falta de sentido de amor, amiga.

A Margarida nem se deve lembrar do que me disse, mas ao longo da vida fui aprendendo a distinguir as pessoas que passam pela vida com e sem amor. E as primeiras são muito mais felizes.

Dan Gilbert, Professor Universitário em Harvard, chegou à conclusão que o ser humano possui a capacidade de sintetizar a sua própria felicidade. Eu acredito que ao usarmos da gentileza com os outros, estamos a ajuda-los a ser mais felizes e que isso também alimenta a nossa felicidade. As pessoas mais felizes que conheço são pessoas que têm sempre um gesto ou uma palavra de carinho para com os outros. Ainda bem que existem efemérides como esta, porque a a gentileza é mesmo importante para a nossa felicidade e faz bem ao mundo

 

 

 

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O amor em forma de epígrafe

10.11.14

Em dia de lançamento do 20º livro, deixo-vos com algumas das minhas epígrafes sobre o amor. Vão passando por cá que regularmente vou postando uma frase nova. 

 

"Todos temos a tentação de exercer o nosso poder dentro de uma relação."

 

"As mulheres gostam de pensar que podem mudar os homens e, às vezes, até conseguem, mas essas mudanças só resultam se, de facto, os homens quiserem mudar; porque se o tentarem fazer só para agradar, tais alterações resultam em efeito «boomerang»: mais tarde ou mais cedo, eles regressam à sua verdadeira essência. E quanto mais tarde, pior."

 

"O dia-a-dia de uma relação ou é gerido com amor, generosidade e bonomia, ou então instala-se o mal-estar, o espírito do cobrador, com ou sem fraque, e a má onda."

 

"Uma relação equilibrada é feita de cedências e é negociada todos os dias."

 

"É inútil pensar que podemos viver uma relação amorosa sem criar alguma dependência; o corpo, o espírito e o coração habituam-se muito depressa ao prazer repetido dos pequenos gestos. Precisamos todos tanto de amor como o planeta precisa do Sol."

 

"As mulheres são seres muito mais felinos do que os homens; estudam cuidadosamente a presa antes de atacar, avançam em silêncio e com astúcia, são ardilosas, pacientes e certeiras."

 

"Um dos factores que pode garantir o sucesso de uma relação amorosa é, sem dúvida, o riso."

 

"Não sei se há pessoas que nascem umas para as outras, mas tenho a certeza que há pessoas que crescem e se acertam umas para as outras. E esse mistério alquímico é uma dádiva extraordinária."

 

"O maior inimigo de um amor pleno é o medo. O medo de não ser suficientemente amado, de não amar o suficiente, de não sermos a pessoa que pensamos que o outro quer, o medo da responsabilidade, da rotina, do compromisso, o medo de falhar, de se deixar ir, de amar e de se deixar amar."

 

"É quando já não esperamos nada das pessoas que elas morrem no nosso coração."

 

 
"Há homens que não precisam de mulheres, embora não dispensem a companhia das mulheres, o que é algo completamente diferente."
 
 
"Amor não é interesse, porque quem tem interesse por outra pessoa raramente gosta dela."
 
 
"Não amamos quem queremos, como queremos e porque queremos. Amamos como podemos, e muitas vezes contra a nossa vontade, remando contra todas as marés, envoltos no mistério de uma escolha que não é feita por nós, mas por uma força que nos é superior à qual os místicos chamam destino, os cientistas chamam química e os portugueses chamam fado."
 
 
"O equilíbrio entre viver com os pés assentes na terra sem nunca deixar de olhar para o céu é um dos maiores desafios do amor. Até porque, como escreveu Truman Capote, «é melhor olhar para o céu do que lá viver»."
 
 
"O amor, quando é vivido em toda a sua plenitude no presente, também é projectado em toda a sua grandeza no futuro, enquanto se alimenta no dia a dia de pequenas recordações únicas de um passado recente."
 
 
"De cada vez que uma pessoa se apaixona é como um conta-quilómetros que vai a zero: pensamos que o carro é novo, mas já não é."
 
 
"Um amor sem sonhos é um amor com medo, um amor triste e estéril que não pode dar frutos. Quem não sonha não pode amar."
 

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