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AMOR TOTAL - NÃO É PARA QUEM QUER, É PARA QUEM CONSEGUE

23.03.15

definição de amor total.png

 

 

Chamem-se romântica incurável, adolescente eterna ou apenas ingénua, mas, como muitas mulheres e homens que conheço, ainda acredito no amor total. Naquele amor que te faz ter desejo, vontade e tesão por Aquela pessoa e não outra.

O amor total requer paixão e exclusividade, porque o que tens com Aquele que amas, não queres nem consegues ter com mais ninguém. E quando praticas esse tipo de amor, ele expressa-se de uma forma emocional profunda, o que faz que nada nele seja mecânico e nunca exista um momento de ausência. É estarmos lá inteiros, de corpo e alma, de carne e de espirito, de cabeça e de coração. E se temos a sorte de viver esse tipo de amor, tudo bate certo: o cheiro, o sabor, o ritmo, a pele. E tudo o que fazes ao outro é bem feito e perfeito, na linguagem infinita que é dar e receber prazer.

Desenganem-se aqueles que pensam que o amor sobrevive de forma saudável sem uma ligação física e carnal que nos agarre. Existem múltiplas formas de amor e as relações amorosas passam por muitas fases, mas sem aquele gancho, sem aquele élan, sem borboletas no estômago antes e depois, sem a sensação de ver o mundo a rodar à nossa volta ao primeiro beijo e a vontade de levantar voo em cada abraço, sem aquele brilho no olhar, não chegamos ao Pleno. E o Pleno é dar tudo sem pensar, é esticar a corda, é ir ao limite sem nunca ter medo de nada, é estar ali inteiro para o outro como se o mundo acabasse amanhã.

Há um arrebatamento nas minhas palavras que pode aparecer exagerado, mas apenas para aqueles que nunca o sentiram. É verdade que este tipo de amor acontece poucas vezes na vida. Há pessoas que passam pela vida sem nunca o viver. E outras que já o sentiram mais do que uma vez. Essas, as mais apaixonáveis, são as que nunca têm medo, mesmo quando jogam com probabilidades baixas e arriscam o seu coração e o seu conforto. São pessoas que nunca desistem e que, mesmo cansadas, nunca baixam os braços.

Eu acredito no amor total, ainda que a vida me tenha ensinado que é muito raro. E acredito que não é apenas uma questão e sorte, mas de construir a boa sorte. Agarrá-lo quando aparece, saber reconhece-lo, e a partir daí, cuida-lo e cultiva-lo como um jardim secreto, porque um dos trunfos de um amor total é saber mante-lo na intimidade. Numa época em que tantas pessoas se deixaram contagiar pela compulsão de partilhar cada momento da sua vida, saber guardar um amor destes é um desafio. Por isso escrevo sobre isto, porque é importante saber calar, saber guardar, saber esperar, saber ouvir o outro, saber dar-lhe tempo e espaço, mostrar-lhe que pode confiar em nós, não apenas por todo o amor que lhe temos, mas porque o sabemos preservar.

Não existem histórias de amor perfeitas e lineares, sem afastamentos, discussões e momentos de dúvida profunda atravessados por aquela sensação horrível de ter uma pedra encostada à garganta quando pensamos que Aquele que amamos já não nos ama, ou desistiu de nós. Mas se existir Amor a sério, o tempo e a vontade acabarão por pôr cada coisa no seu lugar certo. E aquilo que nos está destinado, mais cedo ou mais tarde, acabará por nos chegar às mãos e à vida. Nem que para isso tenha de ir ao outro lado do mundo e voltar. Regressará intacto porque é ali que está o nosso coração e por isso é ali que queremos construir a nossa vida.

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1 comentário

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De margarida ferraz a 23.03.2015 às 10:55

Tão bonito e tão verdadeiro.
Eu acredito neste amor pleno, e também acredito que só este amor vale mesmo a pena. Os outros "amores" são só para andarmos entretidas.

Beijinho grande

Margarida

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